A candidatos, instituições pedem prioridade para redução da violência e do crime organizado

A candidatos, instituições pedem prioridade para redução da violência e do crime organizado

Plano lançado pelo Fórum Brasileiro de Segurança, Instituto Sou da Paz e Instituto Igarapé reúne 35 propostas na área da segurança pública, da descriminalização das drogas a maior controle sobre armas de fogo

02/08/2018
Por Roberta Jansen
Publicado originalmente no Estado de S.Paulo

A candidatos, instituições pedem prioridade para redução da violência e do crime organizado

RIO – Reduzir o número de crimes violentos e enfraquecer as estruturas do crime organizado no Brasil são as duas maiores prioridades para o País elencadas no plano Segurança Pública é Solução, lançado na manhã desta quinta, 2, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e os institutos Igarapé e Sou da Paz. A agenda reúne 35 propostas concretas para reduzir a violência no País e será entregue aos candidatos à Presidência da República. Entre os tópicos mais complexos, estão a descriminalização da posse de drogas e a regulamentação do controle das armas de fogo.

Por ser uma das maiores preocupações dos brasileiros, a segurança pública será tema central das eleições. “Com 61 mil mortes violentas por ano, mais de 700 mil presos e custos de criminalidade passando 4% da renda nacional, o País precisa de estratégias eficientes para mudar este cenário”, sustentam.

“A segurança pública vem sendo tratada como uma questão de polícia”, constata a diretora-executiva do Instituto Igarapé, Ilona Szabo, durante o lançamento da agenda. “Mas acho que já avançamos no entendimento de que é muito mais do que isso: é condição para o desenvolvimento do País, tem um custo social e econômico altíssimo.”

O plano de segurança foi organizado pelo Fórum e os Institutos Igarapé e Sou da Paz, mas contou com apoio técnico de especialistas em segurança pública, professores, pesquisadores, membros do Poder Judiciário, integrantes das polícias Civil e Militar, do sistema penitenciário, entre muitos outros. “Não é a posição de um segmento”,  destacou o diretor do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima.

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