Site map

Smart Policing

O Igarapé está desenvolvendo tecnologias móveis open-source para melhorar a segurança pública e as relações entre polícia e comunidade.

A iniciativa Smart Policing foi criada para aumentar a transparência das ações policiais e melhorar a segurança pública em regiões de média e baixa renda no Brasil e na África do Sul. Trata-se do desenvolvimento do CopCast, um aplicativo Android para celulares que monitora vídeo, áudio e localização GPS. O projeto é coordenado pelo Instituto Igarapé e tem assistência técnica do Jigsaw (ex-Google Ideas). No Brasil, o Instituto trabalhou entre 2013 e 2016 com a Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ). Nesse mesmo período, também colaboram as instituições sul-africanas APCOF, o Governo do Cabo Ocidental e o Departamento de Segurança Pública da Cidade de Joanesburgo.

Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ) – UPP Dona Marta

unnamedO projeto foi recomendado pelo Human Rights Watch em seu relatório de 2016 “O bom policial tem medo”. A mais importante organização de direitos humanos do mundo recomendou que a polícia militar do Rio de Janeiro implemente “o projeto de acoplar câmeras ao colete dos policiais em todo o estado” e estabeleça “protocolos e procedimentos operacionais para o projeto de câmeras acopladas aos coletes dos policiais que promovam transparência, ao mesmo tempo em que protejam a privacidade”.

Como funciona o CopCast?

O CopCast é um aplicativo para celulares Android que visa aumentar a transparência e fiscalização do trabalho da polícia. Os celulares são fixados aos uniformes dos policiais em patrulha. A solução inclui uma interface administrativa, acessível somente aos comandantes superiores, que permite acessar vídeo ao vivo e monitorar o contingente em um único mapa interativo, além de armazenar vídeos por até 90 dias.

Quais são os objetivos do projeto?

O projeto tem três objetivos básicos. Primeiro, pretende aumentar a transparência e a fiscalização sobre a polícia, além de prevenir e reduzir a corrupção e o uso excessivo da força. Segundo, visa oferecer maior resguardo aos policiais em casos de falsas acusações e uma camada adicional de proteção aos agentes em patrulha. Terceiro, é projetado para melhorar a interação entre a polícia e as comunidades. Há fortes evidências que o uso de câmeras acopladas aos uniformes dos policiais pode contribuir para a melhoria da interação entre polícia e comunidade, assim como para a redução do uso excessivo da força policial.

Quais são os resultados do projeto?

O projeto Smart Policing foi implementado entre 2013 e 2016 no Brasil e na África do Sul. Desde de seu surgimento, a iniciativa gerou: (i) a publicação de relatórios e recomendações de melhores práticas; (ii) o desenvolvimento do aplicativo Android; (iii) extensa cobertura midiática; e (iv) projetos-piloto (em andamento) no Rio, na Cidade do Cabo e em Nairóbi. O Instituto Igarapé também recebeu, em 2014, o prêmio Nova Era Digital do presidente-executivo da Google por sua inovação tecnológica.

Quais são os próximos passos?

Entre 2017 e 2018, o Instituto Igarapé, em parceria com pesquisadores da PUC-RJ e Universidade de Chicago, estará implementando experimentos randomizados para avaliar o impacto dessa nova tecnologia junto à Polícia Militar de Santa Catarina e o Departamento de Polícia da Cidade de Jersey City, no estado de Nova Jersey, Estados Unidos.

Logo-DfID3

O projeto Smart Policing foi apoiado, entre 2013 e 2016, pelo Departamento de Desenvolvimento Internacional do Reino Unido, e também com recursos adicionais do Instituto Igarapé e do governo do Cabo Ocidental.

Noticiado por

Publicações

Na mídia