Securitização da cibersegurança no Brasil

 

Agosto, 2015

Por Robert Muggah, Misha Glenn e Gustavo Diniz

 

O Brasil vem incrementando sua arquitetura de cibersegurança e ao mesmo tempo consolidando sua posição de potência emergente. Embora o crime organizado seja uma das principais ameaças ao ciberespaço brasileiro, são dirigidos recursos às soluções militares que melhor serviriam à excepcional hipótese de guerra. Há menos ênfase na ampliação da capacidade de segurança pública, de modo a identificar e reagir ao crime cibernético bem como aos delitos digitais correlatos. Em razão da ausência de uma posição uniforme do governo sobre a questão, ou de dados confiáveis, o Brasil possui uma abordagem pouco coerente sobre a cibersegurança. Caso o Brasil volte a organizar sua abordagem, o governo deverá incentivar um amplo debate com uma estratégia clara de comunicações sobre as exigências da cibersegurança e quais as suas formas. Há necessidade de maior pensamento crítico sobre forma e conteúdo das estratégias ponderadas e eficientes para fazer face às ameaças cibernéticas. Torna-se essencial aperfeiçoar a coordenação entre as polícias estaduais de modo a melhor se antecipar e lidar com os crimes cibernéticos.

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