A pandemia vai reprogramar muitas das nossas cidades

Publicado em Estadão

Com Robert Muggah

Ao mesmo tempo em que coloca em xeque o futuro dos “open offices” e, consequentemente, deve levar à revisão de políticas de mobilidade, a pandemia provocada pelo novo coronavírus não significa o fim da densidade populacional ou da forma como vivemos nos grandes centros urbanos no mundo. A opinião é de Robert Muggah, diretor do Instituto Igarapé. “Embora algumas pessoas certamente venham a se afastar das cidades, não veremos uma desconcentração maciça e uma mudança para os subúrbios”, afirma.

Ele também chama de “fictícia” a ideia de que, a partir de agora, veremos cidades mais “verdes”, com menos carros e mais espaço para pedestres e ciclistas. Mas diz que é inegável que muitas das cidades devem ser “reprogramadas” após o período de confinamento.

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