Um tiro no escuro

Publicado na IstoÉ Dinheiro.

O polegar em riste e o dedo indicador simulando o cano de um revólver. O gesto tantas vezes repetido durante a campanha da última eleição presidencial se tornou um dos maiores símbolos de Jair Bolsonaro e de seus apoiadores. Logo nos primeiros dias de seu mandato, o agora presidente da República tratou de mostrar que as mãos em forma de uma pistola não eram um mero jogo de cena. Em 15 de janeiro, ele sacou sua já famosa caneta para assinar um decreto que flexibilizou a posse de armas no Brasil. “Essa é uma medida para que o cidadão de bem possa ter sua paz dentro de casa”, afirmou. Alvo de críticas, a iniciativa foi vista como um primeiro passo em direção a futuras discussões e polêmicas em torno da liberalização do porte e das condições de compra de armamentos. Além das incertezas quanto aos reflexos dessas políticas em um país com altas taxas de mortes por armas de fogo, a medida abre caminho para que o novo governo cumpra outra promessa: a abertura do mercado às fabricantes estrangeiras do setor. “Isso está em estudo. A gente sempre lembra de que deveria haver a instalação de fábricas aqui no Brasil. Na maioria dos países, essa é uma condicionante para a competição”, disse Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil.

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