Salvem nossas crianças

Por Ilona Szabó

Publicado na Folha de S.Paulo

Ágatha Vitória Sales Félix, presente. Jenifer Cilene Gomes, presente. Kauan, Kauan e Kauê, presentes. Vivemos em um país em que nomes de crianças saem da chamada escolar para entrar de maneira absurda na lista de mortes violentas.

Desde o início do ano, 16 meninos e meninas foram baleados na região metropolitana do Rio. Ágatha, assassinada com um tiro nas costas no Complexo do Alemão, zona norte do Rio, é a quinta criança a morrer.

“Perdi minha neta. Não era pra perder. Nem eu, nem ninguém”, definiu em palavras indignadas seu avô, Airton Félix. Como sociedade, não podemos jamais admitir uma política de segurança pública que trata o fim da vida de crianças como efeito colateral.

O silêncio de governantes no dia seguinte à morte de Ágatha foi perturbador. Escancara a doença social que vivemos. Tenta-se justificar o injustificável, e vender a força bruta como salvação.

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