Mais câmeras, mais segurança?

Estados e municípios brasileiros têm investido cada vez mais na implementação de tecnologias de videomonitoramento. Isso inclui a criação e expansão da infraestrutura de câmeras urbanas, a compra de softwares de inteligência artificial para identificação e reconhecimento facial e de placa, além da criação de plataformas de compartilhamento de câmeras do setor privado e de cidadãos com os centros de operações vinculados a estes.[1]

 

A expansão das atividades de vigilância urbana costuma ser vista como uma resposta lógica e necessária ao problema da violência. Com frequência, essas tecnologias servem como aliadas na segurança pública, expandindo a “visão” do policial que, dos centros de operações, monitora as imagens captadas nas diferentes ruas de um bairro, otimizando o uso dos recursos disponíveis diante das limitações enfrentadas em muitos batalhões.

 

Durante nove meses, o Instituto Igarapé realizou um estudo sobre a implementação e o uso dessas tecnologias de videomonitoramento no Brasil. Essas tecnologias estão entre os principais dispositivos de vigilância utilizados pelas autoridades públicas no país e possuem especial apelo, pois exploram a possibilidade de “ver” e “presenciar” um evento em tempo real.[2] Câmeras de circuito fechado de televisão, também conhecidas pelo acrônimo “CFTV”, assim como câmeras com softwares de reconhecimento facial e de placa, estão entre as tecnologias de videomonitoramento mais comumente utilizadas. Na pesquisa, analisou-se o uso destas três tecnologias, na segurança pública, em três cidades brasileiras: Campinas, Salvador e Rio de Janeiro.

 

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