Liderança no século 21

Por Ilona Szabó

Para a Folha de S. Paulo

Que tipo de liderança precisamos cultivar para enfrentar os imensos desafios dos nossos tempos? Os episódios trágicos de Suzano e Nova Zelândia nos trazem importantes elementos para essa reflexão. Em ambas as tragédias chamou a atenção a influência que o discurso de ódio e a propagação de ideias extremistas e de violência em redes sociais e fóruns anônimos tiveram sobre os seus autores. Porém, gostaria de ressaltar as diferenças na forma como as lideranças de ambos os países lidaram com os eventos traumáticos. Acredito que há lições que podem nos ajudar a escolher nossos governantes.

Do lado de cá, após o massacre —um dos piores da história do país—, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) seguiu agenda normal e somente após seis horas do ocorrido fez uma declaração condenando o ato e prestando suas condolências às famílias das vítimas. A reação de maior destaque sobre medidas a serem tomadas após o massacre veio de um senador do partido do governo, Major Olímpio (PSL-SP), que disse que o massacre poderia ter sido evitado se algum funcionário da escola, incluindo os professores, estivesse armado. Ele aproveitou a tragédia para reiterar seu apoio à revogação da lei de controle de armas conhecida como Estatuto do Desarmamento.

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