Liderança da FAO é passo importante para China expandir atuação na ONU

Adriana Abdenur

Por Adriana Abdenur

Publicado na Folha de S.Paulo

RIO DE JANEIRO
O novo diretor da FAO, o chinês Qu Dongyu, enfrentará um desafio de proporções planetárias: como tornar mais saudáveis e sustentáveis os sistemas de produção, distribuição e consumo de alimentos?

Com o acirramento do protecionismo e da guerra comercial entre a China e os Estados Unidos, Qu assume o cargo em um momento de encruzilhada para a alimentação mundial, no qual a China desempenha um papel de protagonismo.

As prioridades apontadas por Qu serão determinantes para a capacidade do órgão em atingir objetivos tais como a eliminação da fome até 2030. No entanto, ele assume o posto em um momento em que o multilateralismo tradicional sofre frequentes ataques; políticos nacionalistas defendem a narrativa de soberania; e cortes orçamentários atingem todo o sistema ONU.

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