Mães de luto formam rede contra a violência policial no Brasil

Publicado na Folha de S.Paulo

Com Terine Hussek

Quando a recifense Joelma Andrade, cujo filho foi morto pela polícia, ouviu o veredicto do juiz, gritou para o júri popular: “O cano estourado teve conserto!”.

Era a resposta a um funcionário do governo de Pernambuco que, dois anos antes, havia comparado o assassinato de seu filho Mário, 14, a um problema em um cano de rua.

Terine Hussek, pesquisadora do Instituto Igarapé, centro de estudos sobre segurança, afirma que as ações da polícia são feitas em territórios racializados, contra uma população mais vulnerável.

Nessas incursões, os policiais que mais morrem são os de postos inferiores, como os praças, grupo com maior número de pessoas negras, afirma a pesquisadora.

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