Igarapé lança publicação com recomendações para Mapas do Caminho
Novo Global Futures Bulletin defende ação centrada em desmatamento zero
A defesa de que a corrida global pela transição energética caminhe lado a lado com o compromisso de zerar o desmatamento é o tema da nova publicação do Instituto Igarapé, “Rumo a um Mapa do Caminho para Zerar o Desmatamento: Insumos e Considerações”. O Bulletin reúne recomendações sobre governança, implementação e cooperação internacional para alinhar de forma mais eficaz as agendas de clima e natureza.
As florestas são ativos estratégicos para conter o aquecimento global no curto prazo e apoiar a expansão de energias renováveis, como mostra o documento disponível no site da instituição. Este ano, espera-se que a presidência brasileira da COP30 entregue à comunidade internacional dois Mapas do Caminho para acelerar a execução do Acordo de Paris. Um deles será focado em florestas e o outro na transição energética.
Para garantir o sucesso, será necessário agir simultaneamente em três frentes: a transição para longe dos combustíveis fósseis, o desmatamento zero e a ampliação de soluções baseadas na natureza. Além disso, a publicação fala do início de uma nova fase da agenda climática global: o ciclo de implementação.
O lançamento do Instituto Igarapé destaca como a experiência do Brasil no enfrentamento ao crime ambiental pode servir de inspiração para que roteiros e planos nacionais saiam do papel. Iniciativas como o Código Florestal, o PPCDAm, o Fundo Amazônia e o monitoramento por satélite do uso da terra pelo INPE são alguns exemplos.
No espírito de mutirão demonstrado na COP30, é fundamental que haja um Mapa do Caminho com foco no desmatamento e que conte com o engajamento da sociedade civil, do setor privado e dos governos. A publicação aponta ainda os motivos pelos quais o Roteiro sobre desmatamento zero a ser apresentado pela presidência brasileira da COP deve entrar no processo político formal na COP31 e ser acompanhado pelas próximas Conferências das Partes da ONU.
O Global Futures Bulletin “Rumo a um Mapa do Caminho para Zerar o Desmatamento: Insumos e Considerações” também discute caminhos para que o multilateralismo atue como ferramenta de mobilização, coordenação e indução de ações capazes de consolidar o combate ao desmatamento como política de Estado.
Nesse contexto, o enfrentamento ao crime ambiental deve ser tratado como ponto de partida, com o fortalecimento da governança e da integridade.