Instituto Igarapé lança publicação com recomendações para viabilizar o Mapa do Caminho para o desmatamento zero

Novo Global Futures Bulletin defende ação centrada em florestas para manter a meta de 1,5°C ao alcance

A corrida global pela transição energética precisa caminhar ao lado do compromisso igualmente ambicioso de zerar o desmatamento, uma vez que as florestas, especialmente as tropicais, mas também as temperadas e boreais são ativos estratégicos para conter o aquecimento global no curto prazo e apoiar a expansão de energias renováveis. Esse é o foco da nova publicação do Instituto Igarapé, “Rumo a um Mapa do Caminho para Zerar o Desmatamento: Insumos e Considerações”, que traz recomendações sobre governança, implementação e cooperação internacional com o objetivo de alinhar de forma mais eficaz as agendas de clima e natureza.

O documento, disponível no site da organização, debate o início de uma nova fase da agenda climática global, o ciclo de implementação. Ele aponta como a experiência do Brasil no enfrentamento ao crime ambiental pode inspirar o mundo para que roteiros e planos nacionais possam sair do papel. Destaca, para isso, que o país reuniu uma série de incentivos e instrumentos para apoiar ações coordenadas entre setores e diferentes níveis de governo para enfrentar o desmatamento, enfrentar o crime ambiental e promover alternativas econômicas compatíveis com a floresta em pé.

Em 2026, espera-se que a presidência brasileira da COP30 entregue à comunidade internacional dois Mapas do Caminho  para acelerar a execução do Acordo de Paris, um sobre Florestas e outro sobre a Transição Energética . Para isso, será necessário agir simultaneamente em três frentes: a transição para longe dos combustíveis fósseis, o desmatamento zero e a ampliação de soluções baseadas na natureza.

Este Global Futures Bulletin reforça a importância do espírito do Mutirão Global pelo Clima, assumido em Belém, e destaca que o Brasil já possui experiência para exercer protagonismo nesse processo, com iniciativas como o Código Florestal, o PPCDAm, o Fundo Amazônia e o monitoramento por satélite do uso da terra via INPE.

O Global Futures Bulletin “Rumo a um Mapa do Caminho para Zerar o Desmatamento: Insumos e Considerações”  ressalta ainda a oportunidade para que o multilateralismo atue como ferramenta de mobilização, coordenação e indução de ações que consolidem o combate ao desmatamento como política de Estado. Para isso, o enfrentamento ao crime ambiental deve ser tratado como ponto de partida, com o fortalecimento da governança e da integridade. 

 

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