Uma virada histórica para a cannabis medicinal

Publicado no Globo

Por Carolina Taboada

Na semana passada, a Organização das Nações Unidas deu um importante passo na direção de uma nova política sobre drogas. Em uma votação apertada, a Comissão das Nações Unidas sobre Entorpecentes aprovou uma das cinco sugestões feitas pela Organização Mundial da Saúde em janeiro de 2019: a retirada da cannabis do Anexo IV da Convenção Única das Nações Unidas sobre Entorpecentes, de 1961. Com essa decisão, a organização reconhece o potencial terapêutico da planta.

Até então, a planta estava inserida no Anexo IV, o mais restritivo, onde encontram-se as substâncias mais nocivas e com pouca ou nenhuma função medicinal. A Convenção de 1961 foi a primeira de uma série de tratados que adotaram o proibicionismo e a repressão como base da política de drogas no mundo. Essa convenção, que estabelece controles rígidos a serem seguidos pelos países signatários, tem quatro anexos que separam as substâncias de acordo com o dano que seu uso pode causar e seu potencial para fins medicinais. A cannabis, agora, está presente apenas no Anexo I, com menos restrições.

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